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Mestrando na COPPE/UFRJ, o ex-aluno da Universidade Católica de Petrópolis, o angolano Edgar Micolo iniciou suas pesquisas na Instituição como bolsista de iniciação científica. Marcando a XIX Jornada de Iniciação Científica da UCP, realizada no último dia 8 de novembro, o engenheiro de petróleo contou sobre sua experiência no campo da pesquisa que começou dentro da instituição evidenciando o diferencial na sua trajetória.

Edgar Micolo fala da sua experiência no campo da pesquisa na UCP
Atualmente, o ex-aluno da UCP é Mestrando na COPPE/UFRJ

“Minha história de iniciação científica na UCP teve a sua gênesis muito cedo, no segundo período. Foi então que procurei a Coordenação de Engenharia de Petróleo com intuito de ingressar no seu grupo de pesquisa. Não fui aceito, por não ter ainda completado, naquela altura, certos créditos que julgava-se necessário para melhor compreensão dos problemas que “aventurava-me” a querer estudar”, lembra Micolo, que se formou pela UCP, no segundo semestre de 2016, no curso de Engenharia do Petróleo.
 
Ele conta que logo em seguida uma disciplina que cursava despertou outro caminho para a pesquisa, um novo olhar orientado pelo professor André Simões.
 
“No mesmo período, em uma aula de Química Experimental, ao comentar com o professor sobre o episódio, ele propôs-me estudar formas de tratamento e transformação da glicerina provinda da transesterificação de óleo de fritura. Para tal, foi-me apresentado o professor Mauro Dolinsky, que seria o orientador e o professor André Simões co-orientador. A pesquisa tomou rumos inéditos: tivemos papers publicados, trabalhos subjacentes foram gerados e uma inesperada parceria com o Instituto de Macromoléculas da UFRJ, no qual gerou um tema de doutorado lá”, recorda Edgar, destacando o papel do corpo docente da UCP na iniciação científica.  

Edgard em sua apresentação na XIX Jornada de Iniciação Científica
Edgard Micolo em sua apresentação na XIX Jornada de Iniciação Científica, que aconteceu no último dia 8 de novembro
 
“No princípio da primeira pesquisa eu sentia ter espaço para mais desafios. E em aulas de Mecânica dos Fluídos conheci o professor Anderson Barata Custódio. Certa vez comentei sobre a possibilidade de estudar a glicerina como fluidos de perfuração. A resposta foi que “isso é reologia”. Não sabia muito bem o porquê do comentário e fui pesquisar mais e realmente é reologia. Em conversa, tempos depois, expus que queria estudar dutos, estruturas de produção submarina”, conta Edgard que mais uma vez teve como fator determinante a orientação do seu professor.
 
“Então, o professor passou-me temas para os quais ele tinha curiosidade e gostaria de ter ajuda para pesquisar. Escolhi um tema e, no dia seguinte, fiquei surpreso ao ser parado por ele no corredor que me questionou se era isso mesmo que queria estudar? Que não era trivial, mas iríamos fazer”, conta o engenheiro de petróleo que ratifica a importância da UCP e de seus professores na trajetória da pesquisa.
 
“De tudo, a persistência, a curiosidade, a resiliência, a disposição para recomeçar de forma diferente quando a primeira, a segunda e a décima-quinta tentativas deram errado e sabedoria de encontrar um equilíbrio entre os deveres curriculares e as atividades extracurriculares são sempre os fatores preponderantes para o progresso e formação de um pesquisador. Aprendi isso na UCP e confirmei-o na COPPE/UFRJ”, afirma o mestrando.

Edgar com os professores Anderson Barata Custódio (à esquerda) e Mauro Dolinsky (à direita)
Edgar com os professores Anderson Barata Custódio (à esquerda) e Mauro Dolinsky (à direita)