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Novecentos e dezoito mortos e cento e três desaparecidos. Esse é o número do maior desastre natural do país, a chuva que atingiu a Região Serrana em 2011. Mais recentemente, há quase um mês, o rompimento de uma barragem em Brumadinho (MG) resultou em 171 mortos e 141 desaparecidos. Os danos causados em tragédias como essas atingem não apenas as vítimas e familiares, mas também os profissionais que atuam nessas situações. Com intuito de falar sobre a atuação da Psicologia e da Defesa Civil em desastres e emergências, a UCP promoveu nesta terça-feira (26.02) uma mesa-redonda. O evento aconteceu no Salão Nobre do campus BC.
 
“O debate está voltado para a importância do psicólogo nesses contextos, auxiliando tanto as vítimas quanto as equipes de Bombeiros e Defesa Civil. Todos os participantes possuem vasta experiência nesse campo de atuação. A Defesa Civil de Petrópolis esteve presente para compartilhar o trabalho desenvolvido em nossa cidade, buscando ressaltar a contribuição da Psicologia nessas frentes. Abordamos, ainda, aspectos relativos aos direitos humanos referentes às vítimas e suas famílias. Entendemos ser a temática de extrema pertinência e relevância para o momento”, observa Rosilene Ribeiro, coordenadora do curso de Psicologia da UCP.

UCP promove mesa-redonda sobre atuação da Psicologia e Defesa Civil em desastres e emergências

O evento teve como objetivo oferecer um debate interdisciplinar a respeito das estratégias de atuação da Psicologia junto às tragédias e desastres, tomando como exemplos desde Brumadinho até Petrópolis – que constantemente sofre consequências com as fortes chuvas, principalmente no período do verão. 

Participaram do encontro o diretor de Capacitação e Treinamento da Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias de Petrópolis, Anderson Guerra Pinheiro – representando o secretário da pasta, Cel. Paulo Renato Martins Vaz; o mestre em Psicologia pela UCP, Luiz Henrique de Sá, que é coordenador Municipal do VigiDesastres; a mestre em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social, Samira Younes Ibrahim, que é membro da Rede de Cuidados-RJ/Psicologia em emergências e desastres; e o professor doutor Julio Cesar Cruz Collares da Rocha, docente do mestrado em Psicologia da UCP, que mediou a mesa.

“É importante falar desse tema até pela questão da geografia e do histórico que Petrópolis já vivenciou. E dentro desse contexto, hoje a Defesa Civil trabalha muito mais a prevenção do que o pós-desastre. Temos ações estratégicas desse trabalho de prevenção, tendo como carro chefe a Defesa Civil nas Escolas. Mas essa união dos envolvidos nessa situação – com a Defesa Civil, Bombeiros e psicólogos, que nos apoiam a lidar com a questão - é essencial. A Defesa Civil trabalha com essa cooperação dos órgãos e voluntários envolvidos, algo que é importantíssimo”, pontua o diretor da Defesa Civil de Petrópolis, Anderson Pinheiro.