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Conhecida com uma das maiores da Região Serrana, a biblioteca da UCP acaba de receber novos títulos, fruto de uma aquisição do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa sobre Administração de Conflitos (Gipac), ligado ao mestrado em Direito da Universidade, com recursos do CNPq. São livros voltados para o campo da mediação e também sobre a legislação atualizada. 

“Esses recursos vêm sendo utilizados pelo grupo e seus pesquisadores parceiros. Temos participado regularmente de eventos externos, em outras instituições, para falar sobre o andamento da pesquisa. Foi comprado um notebook com acessórios que vem auxiliando nos trabalhos, assim como livros e legislação pertinente ao objeto do projeto. Assim, além de contribuir com a pesquisa, esse material foi colocado à disposição para consulta pública, atendendo aos alunos da graduação e do mestrado em direito”, explica o professor do Programa de Pós-Graduação em Direito da UCP, Klever Filpo.

Grupo de Pesquisa da UCP doa livros comprados com recurso do CNPq para a Biblioteca

Pesquisa sobre mediação de conflitos na rede municipal de ensino

O Gipac executa o projeto de pesquisa Estudo de casos de judicialização e mediação de conflitos escolares no município de Petrópolis, que tem como proposta analisar, empiricamente, casos de conflitos surgidos em escolas do município e identificar os mecanismos utilizados para administrar esses conflitos, bem como compreender por que razões os mesmos são, às vezes, judicializados. Isto é, por que se transformam em ações judiciais cíveis e criminais.

“Nossas pesquisas têm demonstrado que a mediação e outras formas consensuais de solução de conflitos poderiam ser muito úteis nesse contexto, mas são pouco utilizadas. Seja por desconhecimento, seja por ausência de pessoal qualificado (mediadores devidamente capacitados), dentre outros motivos que estamos tentando compreender. No meio jurídico, a discussão é interessante porque há leis recentes que regulamentam e pretendem estimular o emprego da mediação”, comenta Klever. 

Ele destaca que “o próprio Poder Judiciário tem investido em formas alternativas de solução de conflitos para serem empregadas em diferentes contextos, sem necessidade de intervenção judicial”.