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A professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da UCP, Layla Talin, participou na última terça-feira (11.12) do lançamento do Projeto Gides (Gestão Integrada de Riscos em Desastres Naturais), um projeto de cooperação entre Brasil e Japão sobre gestão de risco, que aconteceu em Brasília. No evento, realizado no Ministério da Integração, foram lançados documentos que são agora orientação nacional para todos os municípios do país.

Professora da UCP no lançamento do Projeto Gides

Com duração de 48 meses, entre 2014 e 2017, o Projeto Gides foi realizado por meio de um acordo de cooperação internacional entre Brasil e Japão, sendo o primeiro acordo de cooperação abrangente na área de prevenção de desastres. O objetivo foi aprimorar e fortalecer a gestão integrada dos desastres por deslizamentos de terras, considerando a comunicação e ação intersetorial entre as diferentes esferas de governo, e atuando em quatro eixos: mapeamento de perigo e risco, planejamento urbano, alertas e alarmes de chuvas fortes e reconstrução e obras de contenção.

O projeto envolveu contrapartes dos ministérios do governo federal, dos governos do RJ e SC, e de três municípios que foram pilotos, testando e aplicando metodologias, sendo Petrópolis um deles. As reuniões técnicas eram de ampla participação, e alguns membros de universidades também contribuíram.

Chamada Fortalecimento da Estratégia Nacional de Gestão Integrada de Riscos de Desastres - Projeto Gides, a série de manuais técnicos objetiva auxiliar técnicos e gestores públicos federais, estaduais e municipais na gestão integrada dos riscos de desastres de sedimentos de massa, e podem trazer novas abordagens também para as universidades.

Professora da UCP no lançamento do Projeto Gides

“Esses manuais comunicam e divulgam ações para prevenir e dar suporte em caso de desastres. É uma iniciativa que, se os gestores se comprometerem, pode reduzir o número de vítimas e aumentar a qualidade de vida nas áreas de risco. Mostram que em alguns casos, como Petrópolis, não é possível que as áreas de risco deixem de existir, mas que é sim possível conviver de modo seguro com essa situação“, explica Layla, destacando a importância da prevenção.

“Isso só é possível priorizando as ações de prevenção, que vão além da educação, incluem obras de contenção, planejamento urbano que considere os mapeamentos de risco e perigo e sistemas que alertem as pessoas e digam quais as rotas de fuga e abrigos em caso de chuva. Os manuais trazem isso, o que pode deixar Petrópolis muito mais resiliente”, afirma a professora da UCP.