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Considerado um dos distúrbios causadores de déficit de aprendizado, que pode comprometer também o comportamento individual e as relações sociais de uma pessoa, a Síndrome de Irlen foi o tema abordado na palestra promovida nesta sexta-feira (19.10) pelo curso de Pedagogia para estudantes da graduação e também de Psicologia. O encontro, realizado no auditório do campus BC, contou com a presença da professora da rede municipal de ensino de Petrópolis, Sandra Luzia Reis, que é especialista na detecção do distúrbio. O evento marcou também a Semana Internacional de Conscientização da Síndrome, encerrada nesta sexta.

Na ocasião, Sandra falou sobre o distúrbio visuoperceptual que provoca uma dificuldade relacionada à manutenção da atenção, compreensão e memorização e à atividade ocular durante a leitura, causada por um desequilíbrio da capacidade de adaptação à luz gerando uma alteração no córtex cerebral. 

“Muitas pessoas são diagnosticadas com dislexia, Transtorno do déficit de atenção (TDA) e não tem nada disso. Tem a Síndrome de Irlen. Ela tem uma série de outras características que só tem nessa síndrome. Mas para isso é preciso fazer uma testagem para identificar se a pessoa tem e qual grau é: leve, moderado ou severo. Se for severo e for necessário o uso de óculos, passa por um oftalmologista que tem a formação para a Síndrome de Irlen. São especialistas nesse distúrbio e que tem poucos no Brasil”, explica Sandra, que hoje atua como screener da síndrome, profissional que faz o escaneamento na pessoa para saber se ela tem o distúrbio.

O evento teve o objetivo de elucidar mais sobre a síndrome para os profissionais que podem contribuir com a questão, além de reforçar o esclarecimento sobre o distúrbio que também tem sua divulgação e intensificada na Semana Internacional de Conscientização da Síndrome de Irlen, que por meio de lei estadual também está no calendário do Rio de Janeiro.

“A ideia é divulgar aos professores e profissionais da saúde para cada vez mais as pessoas saberem sobre o distúrbio. Existem adultos que têm isso e sofreram a vida inteira, sem saber. É uma doença hereditária”, comenta Sandra.