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O professor do curso de Comunicação Social/Publicidade e Propaganda da UCP, o jornalista e gestor Leandro Lacerda acaba de publicar um artigo na conceituada revista britânica International Journal of Sport Policy and Politics. O trabalho, intitulado Technological capability of doping control laboratories: a metric proposal (Capacidade Tecnológica dos Laboratórios de Controle de Dopagem: uma proposta de métrica), é fruto de sua dissertação de mestrado em Administração.

Professor da UCP tem artigo publicado em conceituada revista britânica
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A pesquisa analisou as condições de funcionamento dos laboratórios acreditados pela Agência Mundial de Controle de Dopagem e traçou um paralelo entre as unidades situadas em países com economias emergentes, caso do Brasil, e países com economias desenvolvidas, casos de Estados Unidos, Alemanha e Japão, por exemplo. A proposta foi criar uma métrica capaz de avaliar demandas e necessidades de investimento para os laboratórios levando-se em consideração as diferentes realidades político-econômicas. 

“O Ladetec, situado no Rio de Janeiro, é o único laboratório em funcionamento no Brasil. O outro laboratório acreditado na América do Sul fica na Colômbia. Apesar de reformado para os Jogos Olímpicos de 2016, o laboratório necessita de constantes investimentos. Hoje, o parque tecnológico instalado ultrapassa os R$ 50 milhões. Responsável pela gestão do espaço, a UFRJ não tem como arcar, sozinha, com os custos de manutenção. Por isso é preciso buscar alternativas para bancar as despesas e evitar que os modernos equipamentos acabem em desuso”, explica Lacerda.

Além de vitais para a lisura no esporte, os laboratórios de controle de dopagem também são importantes centros de pesquisa universitária. Neles, profissionais lidam com o que existe de mais moderno em Química Analítica, Bioquímica e Genética, dentre outras especialidades da área medica. Outro viés significativo aponta para a inovação, uma vez que nestes laboratórios são constantemente desenvolvidos métodos para detectar novas formas de dopagem, como o doping genético, por exemplo.

“O doping, mais do que um problema esportivo, é uma questão de saúde pública. Não se trata apenas de garantir a honestidade no esporte. Quando um atleta se dopa, ele está colocando a saúde em risco. E são vários os motivos que levam um atleta a consumir estas drogas. Pressão dos patrocinadores, dos treinadores, da sociedade. Por isso, é preciso proteger quem compete, seja amador ou em alto nível. E a forma de garantir isto é preservando o funcionamento do Ladetec”, finaliza Leandro.