Busca

 
 
A mediação escolar foi o tema do seminário que aconteceu na manhã desta terça-feira (25.09) no Salão Nobre do campus BC da UCP, com o professor, mestre e doutor, Álvaro Chrispino. Pioneira na área da conciliação de conflitos, a Universidade foi um dos palcos da programação da 1ª Semana da Mediação, que é promovida pela Prefeitura de Petrópolis em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. O evento, que nesta terça contou com a participação de diretoras das escolas da rede municipal, acontece até 30 de setembro em diversos locais da cidade.

“Nós falamos de mediação de conflito escolar desde antes do tema virar moda e ir para a grande mídia. E quando falávamos sobre isso lá pelos anos 2000 era como se nós tivéssemos falando de um tema que nós importamos de Marte. As dificuldades que os colegas têm em sala de aula eu também as tenho, pois ainda estou em sala de aula”, comenta o palestrante, que é professor de Química, em seu discurso de abertura.

A UCP está à frente no tema, sendo pioneira no âmbito da mediação no município e a primeira instituição do país a receber autorização junto à OAB para reconhecimento da prática em mediação como estágio. Quando o assunto ainda não tinha a atenção devida, foi criado na Universidade um núcleo de prática em mediação para os estudantes do curso de Direito. A UCP também é a primeira instituição do Estado, fora do âmbito judiciário, a abrigar um polo avançado do Centro Judiciário de Resolução de Conflitos (CEJUSC), por meio de convênio firmado entre a IES e o TJ-RJ.

A Católica de Petrópolis também está em consonância com a determinação do Ministério Público a respeito da exigência de que todas as escolas – da rede pública e privada de ensino - tenham programas de mediação escolar incentivando a cultura da paz. Até dezembro, todas as escolas do município devem apresentar seus projetos e o Colégio de Aplicação da UCP (CAUCP) já se antecipou. O projeto está em fase avançada e faz parte do programa #cacupsolidario, que prevê diversas ações promovendo a formação humanista dos alunos.

“Quantos conflitos são gerados às vezes na escola por falta de mediação. Quantas dificuldades, quantas situações que nós nos vemos diante de resolver o conflito que sendo mediado com a conversa, ele é sanado. E a gente tem a situação acalmada, ao invés de se tornar uma coisa maior”, observa Alessandra Souza Carvalho, que integra a equipe de projetos da Secretaria Municipal de Educação, sobre a importância do tema.