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No mês dedicado à prevenção ao suicídio – setembro – o tema foi debatido em um encontro promovido nesta terça-feira (11.09) que lotou o auditório do campus BA. Organizado pela Pastoral da Universidade e Centro de Ciências da Saúde, o plenário Santidade e o desafio do suicídio como perda do sentido da vida trouxe para falar sobre o assunto o bispo auxiliar do Rio de Janeiro e coordenador da Pastoral Universitária Regional Leste I, Dom Paulo Romão, e a psicóloga Simone Viana Alves.

“Esse tema é de muita importância ser abordado, sobretudo nesse tempo, que é o mês de setembro. Está acontecendo hoje em dia, sobretudo em adolescentes, a perda do sentido da vida e o vazio existencial. E isso é fruto também da situação dramática na qual vivemos: os valores relativizados; crise afetiva; econômica; no Brasil e tantas outras coisas que acontecem. É natural que um adolescente comece a se questionar sobre o sentido da vida e muitas vezes se depara com o sofrimento, com a dor e com a tristeza, que podem chegar ao extremo, que é o suicídio”, comenta Dom Paulo Romão, esclarecendo o que leva as pessoas a cometer o ato.

“Ninguém começa o suicídio querendo tirar a vida. Na realidade quer evitar o sofrimento”, explica Dom Paulo Romão, exemplificando com um caso recente que teve conhecimento de uma tentativa de suicídio de dois adolescentes de 12 e 13 anos.

“São muito jovens. Tudo isso que está acontecendo mostra a importância do tema e de estarmos refletindo sobre o assunto. E também colocar uma luz nova que possa dar esperanças às novas gerações. E dentro da universidade é o lugar onde encontramos muitos jovens. É o lugar do saber e do pensar. Onde se forma consciência, pessoas e o futuro do Brasil. Entender essas coisas agora é de fundamental importância. Sobretudo ajudá-los a descobrir o verdadeiro sentido da vida, que acontece reconhecendo Deus. O significado último de tudo”, disse o bispo auxiliar do Rio.