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Professor | Coordenador
 
 
As contradições comportamentais dos brasileiros em relação à corrupção foi o tema abordado na palestra de encerramento da XXII Semana Jurídica da UCP, finalizada nesta sexta-feira (17.08) no campus BC. O encontro foi ministrado pela promotora de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, professora doutora Maria Fernanda Mergulhão. 

“O cenário atual nos preocupa. E o esclarecimento desse tema julgo relevante, porque temos aqui os formadores de opinião do futuro. Temos uma proposta de uma mudança a partir deste tema do público graduando ou já graduados para mudar esta realidade. Porque o nosso cenário nacional e internacional não é nada otimista quanto às práticas reiteradas. E mais ainda, a naturalização do que se interpreta por corrupção. Na verdade, a abordagem desta temática e abertura de perguntas é para jogar as sementes e fazer com que as pessoas reflitam após essa conversa numa tentativa de mudança de mentalidade”, pontua a promotora. 

O evento teve início na segunda-feira (13.08), oferecendo uma série de palestras e encontros gratuitos aos alunos, docentes e toda comunidade petropolitana. Entre os destaques da programação estão a palestra de abertura com o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Alexandre Freitas Câmara; com o juiz titular da 1ª Vara Criminal de Petrópolis, Luís Claudio Rocha, que abordou a violência de gênero-crime contra a mulher; e com o desembargador federal, Marcello Ferreira de Souza Granado.

“Este é um evento muito importante, que há anos a faculdade vem fazendo, e que tem o objetivo de acrescentar algo novo para os alunos e até para os professores se atualizarem. Então é de relevante interesse e nota-se o número de alunos e pessoas de fora que participam buscando uma atualização. Por isso esse evento é de fundamental importância não só para aluno e professor, mas também para a instituição”, destaca o diretor do Centro de Ciências Jurídicas da UCP, Antonio Carlos Pimentel.  

Estudantes, docentes e a coordenação do curso de Marketing da UCP participaram na última terça-feira (14.08) do I Integra – um encontro de integração entres alunos e professores da graduação. Previsto para ser realizado semestralmente, o evento tem como objetivos estreitar o relacionamento entre todos fora da sala de aula visando, também, a avaliação colaborativa dos envolvidos para as atividades do semestre.

“O encontro tem esse objetivo da interação, para que todos os professores possam conhecer os alunos e eles os seus docentes, para que possam conhecer o perfil dos seus professores. Mas também de partilhar uma série de informações relacionadas ao direcionamento do curso; às expectativas; e ao que já foi realizado para que todos, inclusive os alunos, possam opinar com objetivo de aprimorar. É realmente um evento colaborativo e comum à gestão do curso”, explica a professora Rachel Lobão.

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A estudante do curso de Biomedicina da UCP, Lorena Neves, está entre os seis finalistas no Prêmio Lush 2018 na categoria Jovem Pesquisador (Américas). A premiação contribui com a carreira de pesquisadores que atuam na área de métodos alternativos ao uso de animais em pesquisa. Lorena, que é bolsista do CNPq/UCP, foi selecionada com o trabalho intitulado Using Polyvinylpyrrolidone (PVP) as an alternative to animal inputs in the Western blotting protocol

Aluna da UCP, Lorena Neves, está entre os seis finalistas ao Prêmio Lush 2018 na categoria Jovem Pesquisador (Américas)
A aluna da UCP, Lorena Neves, está entre os seis finalistas ao Prêmio Lush 2018 na categoria Jovem Pesquisador (Américas)

“Estou muito feliz, pois o Prêmio Lush é a maior premiação da área de testes de laboratório alternativos ao uso de animais, investindo em pesquisas no mundo inteiro. Sempre admirei a iniciativa e tenho os vencedores das edições anteriores como referências profissionais. É uma grande responsabilidade ser uma das duas representantes da América Latina, estando entre doutores e pesquisadores muito mais experientes do que eu”, comemora a jovem, que já se considera vitoriosa ao ser selecionada entre os seis finalistas. 

“Independentemente do resultado, é um incentivo enorme ter meu projeto entre os finalistas de uma premiação tão relevante para a conscientização e a valorização de tecnologias livres de experimentação animal, pois já enfrentei muitas dificuldades por defender este ideal”, afirma a estudante. 

Aluna da UCP, Lorena Neves, está entre os seis finalistas ao Prêmio Lush 2018 na categoria Jovem Pesquisador (Américas)

Para Lorena, a conquista, além de agregar para a sua formação acadêmica, também é bastante simbólica para sua jornada pessoal, pois sempre foi uma defensora da causa.

“O prêmio é focado em financiar iniciativas que visam substituir a utilização de animais não-humanos em testes de segurança de produtos e ingredientes que serão utilizados pelos humanos – neste caso, testes de cosméticos. O projeto que inscrevi é derivado da minha pesquisa de Iniciação Científica, que foi orientada pela professora Paola Cappelletti. E se eu vencer, irei obter recursos para dar continuidade a esse trabalho durante o final da graduação e o mestrado. Defendo há muitos anos a posição ética de encarar os animais não-humanos como sujeitos de direitos à vida, à integridade física e à saúde, tanto quanto nós, animais humanos”, defende a graduanda em Biomedicina. 

Orientadora da estudante, a professora Paola Cappelleti destaca o empenho e destaque da jovem em sua trajetória acadêmica, assim como a paixão pela causa que contribui no resultado do trabalho.

“Lorena é uma aluna com uma dedicação incomparável e um senso de respeito à vida, seja qual for incrível. Isso nos uniu desde o começo por ela ser totalmente a favor da proteção dos animais e eu também”, conta a professora, que destaca essa paixão como motivação para a pesquisa da estudante.

“Dessa maneira ela pensou em como ajudar nesse propósito com a profissão dela, futura biomédica. E sabemos que hoje ainda existe muita experimentação com animais e também muitos insumos utilizados em laboratório são de origem animal. Muitas vezes a obtenção desses insumos não são de maneira indolor para o animal. Tendo essa inquietude em mente começamos a pesquisar, e Lorena decidiu que queria investigar reagentes que possam substituir insumos utilizados na rotina laboratorial e na pesquisa de origem animal. O orgulho é imenso e a emoção indescritível, o apoio da UCP foi fundamental para Lorena estar neste momento acadêmico tão importante”, frisa a professora.