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A música é considerada a linguagem universal, que consegue conectar povos de diferentes idiomas. E é por meio dela, também, que deficientes auditivos conseguem se comunicar usando a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Esse trabalho foi apresentado, nesta quinta-feira (13.06), na Mostra Musical com o Coral de Libras, criado por alunos na UCP. O grupo é resultado da disciplina de Libras, oferecido para todas as graduações da Universidade. A apresentação aconteceu no Auditório do Campus Dom Veloso.

Realizada pela primeira vez na UCP, a mostra tem a proposta de divulgar a Língua Brasileira de Sinais e sua aplicação nas músicas. De acordo com a Profa. Me. Nathalia Quintella, que leciona a disciplina na UCP, a música foi a ferramenta que trouxe mais facilidade no aprendizado dos alunos.

UCP fazem Mostra com Coral de Libras

A disciplina de Libras é obrigatória nos cursos de Licenciatura, e é uma eletiva nas demais graduações. O Coral de Libras que fez a apresentação é formado por alunos das licenciaturas da UCP - Pedagogia, Letras, História, Música e Filosofia - e também por estudantes de Fisioterapia que escolheram a disciplina na sua grade curricular.

“A ideia do evento foi a divulgação entre os próprios alunos, para que eles possam conhecer um pouco melhor a disciplina, entender como e o que é. E mostrar para o público em geral como funciona, como a Língua de Sinais se manifesta por meio da música”, explicou Nathalia.

Alunos do curso de Engenharia Mecânica da UCP receberam nesta quarta-feira (12.06) um certificado pelo curso realizado na MAN Diesel, empresa alemã localizada no bairro Siméria, onde tiveram aulas práticas de uma disciplina da graduação. A entrega aconteceu no auditório I do Campus Dom Cintra.

O certificado emitido pela empresa faz parte de uma atividade desenvolvida no semestre passado por 15 alunos da disciplina Prática de Máquinas Térmicas que foi realizada na multinacional. Por meio de um convênio com a UCP, ela abriu suas portas para ser o laboratório prático dessa disciplina eletiva do curso de Engenharia Mecânica, com apoio dos monitores da empresa.

“Vocês tiveram a oportunidade de serem pioneiros nessa atividade. E fiquei muito feliz com o retorno que vocês deram, de ter sido algo muito legal e produtivo. Quando conseguimos organizar algo que favorece a formação dos alunos, entendemos que cumprimos a nossa missão. Ajudamos de alguma maneira a terem esse diferencial. Porque estamos num mundo tão competitivo, que a diferença entre um primeiro e segundo lugares é mínima. Muitas vezes é esse pequeno diferencial que na hora de conseguir uma vaga fará uma grande diferença”, explica o coordenador do curso, Alexandre Sheremetieff.

Alunos da UCP recebem certificado por disciplina feita na MAN

Para os alunos, participar desta eletiva dentro de uma multinacional traz grandes vantagens na formação do aluno.

“Eu fiz uma entrevista lá para estágio e eles nos perguntam sobre nosso currículo. Quando disse que faço o curso na UCP e fiz essa disciplina que é dada na empresa, na hora percebi que eles priorizaram esse diferencial”, comenta Mateus Galvão Prata, que está concluindo o curso de Engenharia Mecânica.

O diretor do Centro de Engenharia e Computação da UCP, Fábio Licht, pontua a importância do certificado para alunos e também para a própria empresa.

“A MAN faz questão de emitir esse certificado para vocês, porque é uma instituição que está aqui também para contribuir com a formação dos futuros profissionais. E isso é muito importante”, disse.

Um dos casos mais emblemáticos da Justiça Brasileira, o caso do Carandiru ganhou um “novo julgamento” feito por estudantes do curso de Direito da UCP. A turma fez um júri simulado nesta terça-feira (11.06) no Salão Nobre do Campus Dom Veloso. A atividade acadêmica contribui para a assimilação do conteúdo teórico dado em sala de aula com a prática da profissão.

"A escolha do júri simulado decorreu da riqueza que esse tipo de atividade traz à prática jurídica do estudante do curso de Direito, não só porque demanda do aluno toda uma preparação para o debate e para a discussão que será realizada no plenário do júri. Mas também desenvolve o uso da oratória e da retórica como instrumentos de convencimento dos jurados que realizarão o julgamento. Isso faz com que o aluno tenha que se concentrar naquilo que ele pretende discutir, colocando-o em uma posição em ter de trazer bons argumentos a favor de sua tese, além de saber refutar, no plenário, os argumentos da parte contrária”, explica o coordenador do curso de Direito da UCP, Maurício Pires Guedes.

“É uma atividade muito rica para a evolução de todas essas competências que o aluno desenvolve ao longo do curso”, destaca o professor.

UCP faz júri simulado sobre caso carandiru com alunos de Direito

O caso do Carandiru levanta diversas questões sobre Justiça, Direitos Humanos e tantas outras que marcam a história da Justiça Brasileira, representada por seu sistema prisional. Em 2 de outubro de 1992, uma intervenção da Polícia Militar do Estado de São Paulo, para conter uma rebelião na Casa de Detenção de São Paulo, resultou na morte de 111 detentos. O fato ganhou ainda mais repercussão pela demora no julgamento e reviravoltas que o caso tomou ao longo dos anos.

“O caso Carandiru é um caso emblemático da história recente do nosso país. Ele foi especialmente escolhido para este júri simulado porque possibilita tanto argumentos relevantes para a acusação, para os membros da promotoria que são aqueles que vão acusar os que determinaram que houvesse a invasão na penitenciária, mas também da defesa, especialmente no que tange à situação de tensão existente no período que antecedeu a invasão”, comenta Maurício.

UCP faz júri simulado sobre caso carandiru com estudantes de Direito

O trabalho foi desenvolvido por estudantes do 3º período do curso de Direito, uma iniciativa da disciplina de Antropologia e Sociologia do Direito, ministrada pela Profª. Drª. Denise Salles.

“Essa atividade é muito importante por dois aspectos. Por um lado, para que os próprios alunos se envolvam em atividades práticas. E um segundo aspecto, que tem relevância para o público externo, é justamente conhecer um caso tão importante no Brasil que levanta muitas questões, como do sistema prisional, do preparo das nossas forças policiais, dos direitos humanos e da dignidade no Brasil ligada ao sistema punitivo. É mostrar que o Direito está fortemente relacionado às questões sociais mais latentes. E nesse sentido é trazer à tona essa discussão, a partir do caso Carandiru, do sistema prisional no Brasil, também da segurança pública e de tantos outros temas”, pontua a professora.