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Com a maior população idosa da Região Serrana do Rio – aproximadamente 43 mil acima de 60 anos, segundo o IBGE - Petrópolis será a primeira cidade do Estado e a terceira do país a ter um serviço específico de atendimento ao idoso, que será instalado em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro no polo avançado do Centro Judiciário de Resolução de Conflitos (CEJUSC) na Universidade Católica de Petrópolis – o primeiro fora do âmbito judiciário. A novidade foi confirmada nesta quarta-feira (10.10) no encontro entre a reitoria da Instituição e a juíza da 4ª Vara Cível e integrante do CEJUSC de Jacarepaguá, dra. Lísia Carla Vieira Rodrigues.

Hoje, o Brasil tem aproximadamente 28 milhões de idosos e o Rio de Janeiro é o segundo estado com a maior população idosa do país, ficando atrás do Rio Grande do Sul. A notícia da implantação do núcleo voltado ao público da terceira idade chega no mês internacional do idoso, outubro, e a previsão é que o lançamento do projeto aconteça já no próximo mês de novembro.

“Essa proposta vem ao encontro do que nós acreditamos. E acredito que será de uma construção muito bonita em nível de formação dos próprios alunos e profissionais. Esse trabalho ajudará bastante na formação humana, que nem sempre é muito fácil. Mas ter contato com algumas realidades, muitas vezes é molde para as pessoas agirem diferente. Então é uma oportunidade de estarmos trabalhando na educação, na formação geral, e preparando melhor esses profissionais para lidarem no trabalho, onde vão encontrar diversas realidades. E uma delas, em Petrópolis cada vez maior, é lidar com pessoas de mais idade”, observa o reitor da UCP, padre Pedro Paulo de Carvalho Rosa. 

UCP terá primeiro Núcleo de Atendimento ao Idoso do Estado ligado ao CEJUSC

Representando o desembargador do TJ-RJ, Cesar Cury, a dra. Lísia Carla Vieira Rodrigues, explicou a importância do projeto, que será modelo para implantação em outros locais do estado.

“É um desafio muito grande que teremos pela frente, mas tenho certeza enfrentaremos muito bem. Escolhemos a UCP para iniciar esse projeto justamente por ser uma instituição tradicional e de excelência não só na cidade, mas em todo o Brasil. O Tribunal quer que esse projeto dê certo e nada mais lógico que procurar uma instituição de excelência, que tenha a estrutura montada e já esteja preparada para este tipo de projeto. E aliado a isso, a UCP já é o polo avançado do Tribunal. Com certeza dará certo”, disse a juíza. 

Atuação além da mediação, mais humana e atenção especial para os idosos

O Núcleo será um espaço não apenas de mediação ao idoso, mas de atendimento em diversas áreas com suporte de todos os Centros Acadêmicos da Universidade. Ele atuará inicialmente em três vertentes: na mediação, no sentido de ajudar as famílias a lidarem com as questões do idoso, em relação a seus cuidados; atendimento ao idoso vítima de violência; e também a questão financeira, já que grande parte está endividada por problemas financeiros gerados por conta da facilidade dos empréstimos consignados.

“Que esse núcleo possa trazer muitos benefícios para os idosos de Petrópolis e quem sabe da região. Se pudermos unir forças para amenizar e reduzir ao máximo possível essas questões que atormentam esse público, a UCP fica honrada em contribuir da melhor forma. Saber que aqui na UCP tem um local e dia reservado para que eles possam ser ouvidos e ajudá-los a encontrar uma solução, será muito importante para eles e para nós. Eles consideram a seriedade da instituição, e isso é importante para eles, pois acreditam que possamos dar uma resposta que seja interessante para eles. Essa é uma contribuição que temos junto à comunidade”, frisa o reitor. 

“Agradecemos à UCP pela acolhida e por abraçar esse projeto, porque realmente é importante para o Tribunal e para a sociedade. Acho que todo mundo ganha com isso. O aprendizado é geral. Aprendemos com todo mundo sempre, mas com os mais velhos então aprendemos moralmente”, finaliza a juíza. 

Pioneira no âmbito da mediação

A UCP está à frente no tema sobre resolução de conflitos, sendo pioneira no âmbito da mediação no município e a primeira instituição do país a receber autorização junto à OAB para reconhecimento da prática em mediação como estágio. Quando o assunto ainda não tinha a atenção devida, foi criado na Universidade um núcleo de prática em mediação para os estudantes do curso de Direito. A UCP também é a primeira instituição do Estado, fora do âmbito judiciário, a abrigar um polo avançado do Centro Judiciário de Resolução de Conflitos (CEJUSC), por meio de convênio firmado entre a Instituição de Ensino Superior e o TJ-RJ.

O encontro contou com a participação da servidora Cláudia Ferreira, do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC), ligado ao TJ-RJ; do pró-reitor administrativo da UCP, Anderson Cunha; além dos coordenadores dos Centros Acadêmicos e dos cursos envolvidos no projeto.