Busca

 
 
A identidade e missão do leigo no mundo atual foi o tema abordado no II Simpósio de Teologia realizado pela UCP, encerrado nesta quarta-feira (05.09), no Salão Nobre do campus BC. Promovido pelo Centro de Teologia e Humanidades, o evento teve início na segunda-feira (03.09) e ofereceu um ciclo de palestras e debates sobre o assunto durante três dias.

“Tratamos neste Simpósio do chamado à santidade, a vocação à santidade de todos os fiéis cristãos da igreja. Pelo fato de estarmos na igreja estamos chamando à santidade; por recebermos o batismo estamos a chamar à santidade”, comenta o padre Miguel de Salis, professor doutor que ministrou a maioria das palestras falando sobre o que é a santidade.

“A santidade não é uma coisa que nós bolamos, é algo que Deus nos propõe. Que transcende um pouco a nossa imaginação e os nossos desejos, até. Portanto, é uma coisa que se é Deus que propõe não tem a ver com a nossa situação: riqueza, virtudes, saúde. Não! É algo que Deus propõe a todos: ao doente e ao são; ao pobre e ao rico; a todos. É possível, porque é um convite e uma proposta de Deus, chegar à santidade”, resume.

Professor doutor do curso de Teologia da UCP, o padre Anderson Machado Rodrigues Alves destaca a relevância sobre o tema neste momento.

“Esse simpósio tem tudo a ver com o nosso ano. A CNBB declarou o ano do laicato, o ano do leigo. A função desse evento, então, é tratar da importância da identidade do leigo dentro da igreja. Especialmente visto nesta história da santidade. O padre Miguel tem um livro exatamente sobre o tema, sobre a evolução do conceito de santidade ao longo da igreja. Então esses são os dois temas tratados nesse encontro: a missão da identidade do leigo e também a santidade da igreja e como leigos vão se santificando e vão ajudando também na tarefa de santificação da igreja”, observa o padre. 
 
No encerramento da programação, nesta quarta, o bispo diocesano de Petrópolis e Grão-Chanceler da UCP, Dom Gregório Paixão, celebrou uma missa na Capela Nossa Senhor de Sion e em seguida abriu a última palestra do evento.

“É uma graça muito grande estarmos realizando nosso II Simpósio, por tudo aquilo que nós estamos aprendendo e que naturalmente não é apenas por uma questão de encher o nosso conhecimento. Mas o modo especial que é a capacidade de multiplicar a graça recebida para que nós possamos depois levá-la aos nossos irmãos e às nossas irmãs”, disse Dom Gregório Paixão, agradecendo a presença do grande palestrante do Simpósio, padre Miguel de Salis.

“Ele trouxe ao evento sua experiência trabalhando no Vaticano, mas também como cidadão, sacerdote e cristão lá de Portugal que veio partilhar conosco todo o seu conhecimento. Espero que tudo aquilo que for atendido realmente renove em nós não apenas o desejo de conhecer sempre mais, mas o desejo de praticar sempre mais aquilo que Jesus nos pede”, frisou o Grão-Chanceler.