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Berço de patrimônios que contam a história, em muitas partes, do Brasil, Petrópolis é um desafio para engenheiros e arquitetos quando se fala em preservação dessas construções. Nesta quarta-feira (15.05), a UCP recebeu o engenheiro civil, Prof. Dr. da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, em Portugal, Humberto Varum, que é pesquisador sobre técnicas de intervenções no patrimônio construído, assunto abordado para alunos dos cursos de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo da UCP. O encontro aconteceu no auditório do Campus Dom Cintra. Depois da palestra, o tema foi debatido em uma mesa-redonda com outros profissionais.

“A palestra foi sobre reabilitação de estruturas patrimoniais. Ele falou sobre diversas técnicas de restauração, da importância da restauração e dos cuidados que é preciso ter com a preservação do patrimônio. O objetivo é tentar despertar, nos alunos e futuros profissionais, a importância de se preservar o patrimônio. Ele falou tanto para engenheiros civis como para arquitetos que são as pessoas que têm que estar envolvidas nisso, capacitadas e saber o que fazer para preservar. Porque até aqui nós fazemos obras de preservação que mais destroem do que preservam”, observa o coordenador do curso de Engenharia Civil, Robson Gaiofatto.

Mesa-redonda sobre técnicas de interevnções em patrimônio construído

Também pesquisador da Universidade do Porto, Gaiofatto mediou uma mesa-redonda sobre o tema realizada logo após a palestra. Participaram, além de Gaiofatto e Humberto Varum, a coordenadora do curso de Arquitetura e vice-diretora do Centro de Engenharia e Computação, Profª Erika Machado, e o arquiteto Marco Pacifici, que tem larga experiência em obras de patrimônio.

“A partir daí fizemos toda uma discussão comparando a nossa realidade com a de Portugal. Procurando discutir as nossas dificuldades em relação às dificuldades de Portugal. E dentro dessa ideia fizemos uma discussão bastante longa, passando até pelas necessidades de formação dos nossos profissionais para que possam estar aptos de atender essa demanda, que necessariamente é crescente”, pontua Gaiofatto.