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A figura do gênio, exemplificado por grandes nomes da música, foi o tema central do encontro promovido na última sexta-feira (17.05) na Escola de Música UCP. A palestra O conflito do gênio: Liszt, Chopin e a afirmação do piano como instrumento solo no romantismo francês, ministrada pelo Prof. Leandro Ricon, atraiu estudantes dos cursos de Música, História, Letras e também público de fora interessado no tema.

“A importância central nesse encontro de hoje reside em analisar como surge a figura do intelectual como um gênio, como um virtuoso. A figura do virtuoso não existia no século XVIII. No século XIX ela começa a existir. O que é esse virtuoso? É um indivíduo com uma exímia interpretação, uma técnica praticamente perfeita. Isso é a marca da genialidade. Assim começa o conceito de fama”, explica Ricon.

A ideia da palestra era inserir os alunos nas discussões acerca da individualização do pianista romântico e discutir, também, os caminhos da música romântica durante o século XIX bem como suas apropriações posteriores.

“Estamos falando de pessoas. Esse tema, em última instância, é voltado para qualquer pessoa que se interesse pela humanidade. Esse tema tem uma coisa que é interessante que é a gente começar a entender como as pessoas pensam. Para os alunos de música, e interessados em música, o mais interessante deste tema é entender como a técnica, o estudo exaustivo de determinado instrumento gera especificamente uma interpretação perfeita. Aquilo que gera uma possibilidade do indivíduo ser reconhecido como gênio. O artista surge assim”, observa.