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Estima-se que no Brasil 23 milhões de pessoas apresentem algum transtorno mental, sendo que pelo menos 5 milhões dessas pessoas sofrem com transtornos mentais graves e persistentes. Os números refletem um desafio na saúde mental do país, que ganhou um aliado com a implantação dos Centros de Atenção Psicossocial. O assunto foi tema da palestra A proposta dos CAPS: uma grande virada na reforma psiquiátrica, que aconteceu na última sexta-feira (17.05), no Salão Nobre do Campus Dom veloso da UCP. O evento faz parte da I Semana da Luta Antimanicomial da UCP.

“A palestra apresenta os CAPS como políticas públicas voltadas ao atendimento da população como alternativa aos manicômios. Abrimos espaço para o debate a respeito da importância e os desafios dos CAPS nesse processo de socialização dos doentes mentais graves”, comenta a coordenadora do curso de Psicologia da UCP, Rosilene Ribeiro.

CAPS é tema de palestra na UCP

O encontro desta sexta encerrou uma série de atividades promovida internamente para os alunos do curso de Psicologia da Universidade durante toda a semana. O evento foi organizado pelo Dia Nacional da Luta Antimanicomial, comemorado no dia 18 de maio.

“A data marca a luta por uma sociedade sem manicômios, na busca por um atendimento humanizado que se preocupe com o bem-estar e a reinserção de pessoas com transtornos mentais. Assim nasceram os CAPS, dispositivos antimanicomiais que se transformaram em referência na saúde mental. Os espaços contam com equipes multidisciplinares compostas por médicos, assistentes sociais, psicólogos, psiquiatras, entre outros especialistas. O tratamento pode ser feito de forma individualizada ou coletiva, através de oficinas e grupos terapêuticos”, explica a professora do curso de Psicologia e uma das organizadoras do evento, Joseane Garcia.

A palestra foi ministrada pela psicóloga e psicanalista, Ana Cristina Figueiredo, que é Doutora em Saúde Coletiva e coordenadora do Programa de Mestrado Profissional em Atenção Psicossocial do IPUB/UFRJ. Ela abordará a história dos CAPS e sua importância diante das mudanças na política de saúde mental do atual governo.

“A história da Reforma Psiquiátrica Brasileira, movimento que congrega trabalhadores, gestores e usuários dos serviços de saúde mental no Brasil, tem como finalidade superar a ideia de que a internação fechada é a forma principal de tratamento”, resume Joseane.