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UCP realiza palestra pelo Dia Mundial da Conscientização do Autismo

Na última sexta-feira, dia 31 de março, às 19h, no campus BC, foi realizada a palestra “Autismo: Conhecer para intervir”, para os alunos do 1º e 2º período do curso de Psicologia, pelo Dia Mundial da Conscientização do Autismo, ministrada pela Psicóloga, Pedagoga e Psicopedagoga, Renata Zambelli.

Dia 02 de abril é o dia da conscientização do Autismo, data criada pela ONU (Organizações das Nações Unidas) em 2008 para chamar a atenção sobre o Transtorno Espectro Autista (TEA), que apresenta uma alta prevalência nos dias atuais. Em estudos mais recentes, estima-se a prevalência de 1 (uma) em cada 68 (sessenta e oito) crianças nos Estados Unidos (Hartley- McAndrew, Mertz, Hoffman & Crawford, 2016).

“Precisamos conscientizar nossos estudantes do Curso de Psicologia sobre as diversas ações na busca da prevenção e promoção da saúde. A palestra da Prof.ª Renata Zambelli ofereceu aos graduandos dos primeiros períodos a oportunidade de enriquecimento pessoal e profissional. Renata abordou os dados científicos enriquecidos de sua ampla experiência profissional. Esta aproximação da teoria com a prática é muito importante para os estudantes que conseguem deste o início da graduação refletir sobre a aplicabilidade das teorias que são apresentadas durante a graduação. Temos como objetivo em nosso curso formar profissionais com pensamento crítico e reflexivo e com uma visão humanista de como nossa profissão pode trazer o bem estar para a sociedade." – Reforçou a coordenadora do Curso de Psicologia da UCP, Professora Mara Noel. 

 

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A palestrante, Renata Zambelli, ministrando para os estudantes de Psicologia.

 

O Autismo é uma desordem do neurodesenvolvimento, que atinge as áreas da comunicação, socialização e comportamento, além de questões sensoriais. Os sintomas devem aparecer no início da infância, até os 30 meses de vida, em média, e o conjunto desses sintomas deve limitar ou impedir o funcionamento do dia a dia da criança.

O déficit da comunicação é caracterizado pela dificuldade que os autistas apresentam em se comunicar, seja da maneira verbal ou não-verbal.  Klin (2006) aponta que 20 a 30% dos autistas não apresentam a fala e os demais que apresentam, variam a forma, podendo acontecer com a repetição do que escutam. A linguagem tende a ser menos flexível, sem possuir uma reciprocidade e, em geral, possuem a entonação da voz monótona. O comprometimento na socialização significa a dificuldade que os autistas têm em se relacionar e de realizar a discriminação com outras pessoas, assim como a incapacidade de compartilhar seus sentimentos.  O desvio qualitativo na imaginação refere-se à inflexibilidade não só do pensamento, mas também da linguagem e do comportamento. Estas características podem ser observadas nos movimentos repetitivos ou rituais, a falta de aceitação na mudança principalmente da rotina, e a dificuldade em processos criativos. 

Neste dia, ressalta-se a importância do conhecimento deste transtorno, principalmente para os profissionais da área da saúde. Atualmente considera-se a intervenção precoce como uma alternativa eficaz para a manutenção dos sintomas do autismo, de modo que crianças atípicas, isto é, com o Transtorno do Espectro Autista, possam se aproximar cada vez mais do desenvolvimento típico e assim favorecer maior convívio social, inclusão escolar e qualidade de vida.

A professora do Curso de Psicologia da UCP, Maria da Graça Monteiro, explica que, “o Núcleo de Acessibilidade e Apoio Pedagógico da UCP tem como objetivo proporcionar e viabilizar uma educação superior inclusiva aos estudantes com deficiência. Com foco na eliminação/minimização de barreiras para proporcionar a formação integral dos estudantes, pretende conscientizar a comunidade universitária do direito das pessoas com deficiência e do processo de inclusão em um ensino superior de qualidade, minimizando as barreiras atitudinais”. A professora conclui dizendo que, “pensando que as universidades são reconhecidas como aquelas que contribuem para a transformação social, seu planejamento deve ser pensado de maneira que promova a acessibilidade a todos, compreendendo a eliminação de barreiras arquitetônicas e atitudinais para pessoas com deficiência, incluindo pessoas com TEA.

 

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Estudantes reunidos na palestra sobre o Dia Mundial da Conscientização do Autismo.

 

“Dia 2 de abril é celebrado o Dia Mundial do Autismo com o intuito de cada vez mais nos conscientizarmos e direcionarmos nossa atenção para esta situação que, segundo levantamento feito no Brasil, aponta uma criança autista para cada 330, nos dando uma dimensão da situação. Informar é conscientizar, e conscientizar é dar condição para que lidemos de forma adequada com essas crianças e adultos que apresentam características muito peculiares, onde habilidades de comunicação, socialização e imaginação podem ter sido prejudicadas. Autista é a sujeito que em alguma medida apresenta sintomas como comportamentos obsessivos e repetitivos, isolamento, repertório de interesses restritos, e uma série de outros aspectos que o caracterizam, mas que não o definem como pessoa, e não necessariamente as impedem de conquistas pessoais e profissionais quando tratados de forma adequada. Diante de tal desafio somos chamados para a reflexão de como podemos e devemos nos colocar diante desta situação, tanto como profissionais quanto como cidadãos e familiares, e também questionar onde de fato reside o problema, se no autista com suas características, ou em nós com nossa dificuldade em lidar com pessoas diferentes? Informação é remédio, e o aprimoramento, fruto desta informação faz com que familiares lidem melhor, e profissionais sejam mais eficientes, contribuindo assim para uma sociedade que desejamos. ” – Finalizou o professor do Curso de Psicologia da UCP, Carlos Henrique Gonçalves.

 

 Petrópolis, 03 de abril de 2017

 

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